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Luta pela vida: mãe tem gravidez de risco e bebê nasce com 25cm e 480g

Luta pela vida: mãe tem gravidez de risco e bebê nasce com 25cm e 480g

 

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Wendy Tonhati

 

 

 

Um dos significados para o nome Davi é “guerreiro”. Já Bernardo, “forte como um urso”. Foi assim que o bebê Davi Bernardo nasceu na última sexta-feira (15), antes de completar seis meses de gestação, na Santa Casa de Campo Grande.

A operadora de loja, Larissa Beatriz Vieira de Lima, 19 anos, é mãe de Davi Bernardo. Ela conta que a gravidez do primeiro filho foi complicada por causa de trombofilia e o bebê nasceu de 5 meses e 3 semanas. “Quando descobri a gravidez, o médico disse que se não tomasse a vacina, em 20 semanas eu sofreria um aborto”, relembra a mãe. O tratamento foi feito e, apesar de sangramentos durante a gestação, o bebê nasceu naturalmente.

Primeiro, ao sentir que o bebê nasceria, ela foi ao Hospital do Exército, pois o marido é militar, mas como não tinha UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para recém-nascidos, ela foi levada para a Santa Casa, onde o filho nasceu.

“Aconteceu que o colo do útero não suportou o peso do neném. Cheguei na Santa Casa com oito dedos de dilatação. Foi só o tempo de chegar para nascer. Ele nasceu com 25 centímetros e 480 gramas” conta.

Como a Santa Casa estava sem vagas na UTI neo-natal, o bebê foi transferido para o HU (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian). A mãe ainda não pode segurar Davi Bernardo, mas diz que para surpresa de todos, ele “chorou” ao nascer.

“Dói o coração de ver o bichinho saindo [para outro hospital]. Foi tudo bem e ele chorou ao nascer. Na verdade, é tipo um miado. Mas, surpreendeu, porque o pulmão ainda não está formado”, conta.

Antes de ser levado para o outro hospital, as avós corujas fizeram a sessão de fotografias do bebezinho, que é do tamanho de uma palma da mão. Larissa deve sair do hospital ainda neste sábado. Já o bebê só deve ir para casa quando atingir dois quilos.

Trombofilia

A trombofilia é um problema grave de saúde e precisa ser tratada o mais rápido possível. Se ignorada, pode trazer sérios problemas para a mãe e até causar a morte do bebê. O risco é que os coágulos obstruam os vasos sanguíneos, causando o entupimento das veias dos pulmões, coração e cérebro materno, como também obstruindo a circulação na placenta. Nesta semana, com trombofilia e sem conseguir injeção na rede pública, uma grávida de Campo Grande pediu a doações.

 

 

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